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A relação entre a perda dentária e a idade

A Perda dentária está relacionada a diversos fatores com o avanço gradual da idade.

Não é surpresa que exista uma relação direta entre a perda dentária e a idade. Foi documentada uma relação de perda de dentes específicos com o aumento da idade. Isto ocorre porque alguns dentes são mantidos em boca por mais tempo do que outros. Sugere-se que, no geral, ocorre uma diferença entre as arcadas quanto à perda de dentes, onde os dentes superiores são perdidos mais precocemente que os dentes inferiores. Essas observações estão provavelmente relacionadas à suscetibilidade à cárie, que foram relatadas.

Frequentemente os últimos dentes remanescentes na arcada são os anteriores inferiores, especialmente os caninos inferiores, e este é um achado comum em pacientes com maxila desdentada total em oposição aos dentes mandibulares anteriores. Se for aceito que existe uma relação direta entre a perda dentária e a idade, como isto afetará o presente e o futuro da prática odontológica? A substituição de dentes perdidos é uma necessidade comum dos pacientes, e eles exigirão este tipo de tratamento quando forem idosos. A estimativa atual mostra que 13% da população dos Estados Unidos têm 65 anos ou mais. No ano de 2030 espera-se que esta porcentagem dobre, com um significativo aumento também da expectativa no mundo inteiro.

Esses indivíduos deverão ser mais saudáveis, e as estratégias de cuidados de saúde para este grupo de pacientes deveriam centrar-se na manutenção da vida ativa e produtiva. A saúde bucal deverá ser mais procurada e considerada um significativo componente de cuidado geral da saúde. Os padrões de perda dentária associados à idade também estão evoluindo. Segundo alguns estudos, a proporção de adultos desdentados está diminuindo, embora isto varie com o local. Entretanto, foi relatado que o número absoluto de pacientes desdentados que necessitam de tratamento está, na realidade, aumentando. Mais relevante para este texto é que as estimativas sugerem que a necessidade por restauração de condições parcialmente desdentadas também estarão aumentando.

Uma explicação para isto é apresentada em um argumento que diz que 62% dos americanos da geração “ baby boomer ” e mais jovens beneficiaram com água fluoretada. O resultado de tal exposição tem sido um decréscimo na perda de dentes associada às cáries. Além disso, estimativas atuais sugerem que os pacientes estão mantendo os dentes por mais tempo, demonstrado pelo fato de que 71,5% dos indivíduos entre 65 a 74 anos de idade são parcialmente desdentados (média dos números de dentes mantidos em boca = 18,9). Tem sido sugerido que condições parcialmente desdentadas são mais comuns na arcada superior, e que os dentes ausentes mais comuns são os primeiros e segundos molares.

CONSEQUÊNCIAS DA PERDA DENTÁRIA

Anatômicas

Com a perda dentária, a crista do rebordo alveolar não se beneficia mais do estímulo funcional que possuía anteriormente. Por esta razão, pode-se esperar a perda do volume do rebordo — tanto em largura quanto em altura. Esses achados não são previsíveis para todos os indivíduos com perdas dentárias, pois já se relatou que a mudança anatômica é variável nos vários grupos de pacientes. Geralmente, a perda óssea é maior na mandíbula que na maxila, e mais pronunciada posteriormente que anteriormente, o que produz uma arcada mandibular mais ampla enquanto a arcada maxilar fica mais constrita.

Essas alterações anatômicas podem representar desafios na confecção de próteses, incluindo próteses implanto suportadas e próteses parciais removíveis. Associado a esta perda óssea, existe uma alteração paralela na mucosa oral. A gengiva inserida do osso alveolar pode ser substituída por uma mucosa oral menos queratinizada, que é mais facilmente traumatizada.

Fisiológicas

O que estamos substituindo quando consideramos a reposição de dentes perdidos? Estamos substituindo tanto as ferramentas físicas anatômicas para a mastigação como a capacidade oral para as funções neuromusculares para manipular o alimento. Estudos de mastigação têm demonstrado que o feedback sensorial oral que guia o movimento da mandíbula na mastigação vem de uma variedade de fontes. O estímulo mais sensível, que fornece o controle de movimento mais preciso e refinado, vem dos mecanorreceptores periodontais (MRPs), com estímulo adicional vindo da gengiva, da mucosa, do periósteo/osso e do complexo da articulação temporomandibular (ATM). A mastigação como um comportamento aprendido tem um padrão básico de movimento que é formado no sistema nervoso central. Na função típica, esse movimento padronizado é moderado com base no alimento e na tarefa necessária pelo estímulo sensorial oral de várias fontes.

Com a perda da contribuição finamente sintonizada dos MRPs dos dentes, a influência do receptor periférico resultante é menos precisa na orientação muscular, produzindo função mastigatória mais variável, e o tipo de prótese selecionada para substituir os dentes perdidos pode contribuir potencialmente para impedimentos funcionais. O impacto estético da perda dentária pode ser altamente significativo e mais preocupante para o paciente do que a perda da função. Percebe-se geralmente que na sociedade de hoje a perda de dentes visíveis, especialmente da região anterior, carrega consigo um significativo estigma social. Com a perda dos dentes e a diminuição do rebordo residual, as características faciais podem mudar como resultado de um suporte labial alterado e/ou uma altura facial reduzida, causados pela redução na dimensão vertical de oclusão. A restauração da estética facial de modo a manter uma aparência apropriada pode ser um desafio e é um fator importante na restauração e manutenção das decisões tomadas para vários tratamentos protéticos.

Fonte: Elsevier

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